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Vice-prefeita de Campo Grande é alvo de operação da PF por aporte de R$ 1,2 milhão da previdência no Banco Master

Vice-prefeita de Campo Grande Camilla Nascimento é alvo de mandado em operação Redes sociais/ Gabi Cenciarelli, g1 MS A casa e o gabinete da vice-prefeita de...

Vice-prefeita de Campo Grande é alvo de operação da PF por aporte de R$ 1,2 milhão da previdência no Banco Master
Vice-prefeita de Campo Grande é alvo de operação da PF por aporte de R$ 1,2 milhão da previdência no Banco Master (Foto: Reprodução)

Vice-prefeita de Campo Grande Camilla Nascimento é alvo de mandado em operação Redes sociais/ Gabi Cenciarelli, g1 MS A casa e o gabinete da vice-prefeita de Campo Grande e secretária municipal de Assistência Social (SAS), Camilla Nascimento, foram alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal nesta terça-feira (25). As medidas fazem parte da Operação Presciência, que investiga possíveis irregularidades na aplicação de R$ 1,2 milhão de recursos da Previdência municipal no Banco Master. O g1 procurou a Prefeitura de Campo Grande, o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) e a vice-prefeita, mas nenhum retorno havia sido enviado até a última atualização desta reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Ao todo, a PF cumpriu seis mandados de busca e apreensão. A investigação apura a aplicação dos recursos pelo IMPCG em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master. A PF investiga a possível prática dos crimes de: Gestão temerária Corrupção passiva Corrupção ativa A operação foi autorizada pela 3ª Vara Federal de Campo Grande, que também determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Polícia investiga aplicação de R$ 1,2 milhão da Previdência de Campo Grande no Banco Master Gabi Cenciarelli, g1 MS/ PF Como foi a investigação? A operação foi batizada de Presciência e autorizada pelo Juízo da 3ª Vara Federal de Campo Grande. A justiça também determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de investigados. Segundo a Polícia Federal, a investigação começou a partir de informações de um relatório de auditoria elaborado pelo Ministério da Previdência Social. O documento apontou possíveis irregularidades no processo que levou à decisão de investir R$ 1,2 milhão no banco. A PF afirma que há indícios de que servidores envolvidos na decisão, por ação ou omissão, não teriam seguido procedimentos técnicos e administrativos previstos para esse tipo de investimento. A suspeita é de que as condutas tenham exposto os recursos da Previdência municipal a riscos. 'Valor recuperado' Apesar da investigação, o IMPCG conseguiu recuperar, em março deste ano, os R$ 1,2 milhão investidos no Banco Master. O valor havia ficado retido após a liquidação da instituição financeira. Para recuperar o dinheiro, o município entrou com uma ação de compensação de créditos e pediu urgência à Justiça. Segundo as informações divulgadas na época, havia o risco de o valor ficar bloqueado por até três anos. Além de Campo Grande, os municípios de Jateí, Angélica e Fátima do Sul também haviam escolhido o Banco Master para aplicar recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões. Ainda não há informações sobre se os respectivos institutos de previdência conseguiram recuperar os valores investidos. A recuperação do dinheiro, no entanto, não impede a investigação sobre as circunstâncias e os procedimentos adotados para a realização do investimento. Vice presidiu IMPCG Camila Nascimento de Oliveira, odontóloga, presidiu o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) de agosto de 2017 a 2024. Durante o período, também foi membro do Conselho Nacional de Entidades de Saúde dos Servidores Públicos (CONESSP) e recebeu certificação da Secretaria de Previdência do Ministério da Previdência Social para atuar como dirigente de Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: