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'Tem festival em todo lugar, mas em Bonito é muito mais interessante', diz Paulo Betti no Cinesur

Paulo Betti participou do 4º Bonito Cinesur, em um bate-papo descontraído. Adriano Fernandes/g1 MS O ator Paulo Betti participou de uma conversa com o públic...

'Tem festival em todo lugar, mas em Bonito é muito mais interessante', diz Paulo Betti no Cinesur
'Tem festival em todo lugar, mas em Bonito é muito mais interessante', diz Paulo Betti no Cinesur (Foto: Reprodução)

Paulo Betti participou do 4º Bonito Cinesur, em um bate-papo descontraído. Adriano Fernandes/g1 MS O ator Paulo Betti participou de uma conversa com o público na tarde desta sexta-feira (1º), durante o Bonito CineSur, Festival de Cinema Sul-Americano de Bonito. No encontro, ele relembrou momentos da infância, falou sobre a carreira no teatro e na televisão, incentivou novos artistas e destacou a importância do festival para a valorização da produção cultural fora do eixo Rio-São Paulo. Em entrevista ao g1, Paulo Betti afirmou que o Bonito CineSur tem papel importante na divulgação de produções realizadas fora dos grandes centros culturais do país. O ator também elogiou a proposta do festival. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp "Tem festival em todo lugar, mas em Bonito é muito mais interessante", destacou. Agora no g1 O artista também elogiou Bonito e afirmou que a combinação entre natureza e programação cultural torna a cidade um destino diferenciado. "Quando você fala que veio para Bonito, todo mundo fica com inveja. Estou só pensando em quem vou trazer para conhecer esse lugar maravilhoso", disse. Para Paulo Betti, as características do município favorecem encontros e experiências que dificilmente aconteceriam em outros polos culturais. "Bonito entrega mais do que promete", resumiu. Conversa com o público Conhecido por interpretar o personagem Téo Pereira na novela Império, da TV Globo, Betti comandou uma charla, formato de conversa informal promovido pelo evento. O bate-papo foi marcado por histórias da carreira, reflexões sobre a profissão e interação com o público. Segundo o ator, ele prefere encontros abertos a palestras ou oficinas tradicionais porque permitem uma troca mais próxima com quem deseja seguir carreira artística. "Gosto de conversar, trocar experiências sobre a carreira, sobre o que é essa profissão", afirmou. Para Betti, esses momentos também ajudam a discutir o papel do artista, suas responsabilidades e os desafios da profissão. Durante a conversa, o ator definiu a atuação como uma combinação de vaidade e insegurança, características que, segundo ele, fazem parte da trajetória de muitos profissionais da área. Ele também incentivou o público a criar e desenvolver projetos artísticos nas próprias cidades, sem esperar por oportunidades externas. "Faça teatro aqui em Bonito, mas corra atrás de bons textos. Não fique esperando chamarem você para fazer. Vá lá e faça", aconselhou. Ao lembrar os primeiros contatos com a atuação, Betti contou que foi coroinha na infância e que já sonhava em ser ator desde cedo. "Eu já queria estar diante do público", relembrou. O ator também comentou as comparações entre diferentes gerações de artistas e disse que evita julgar a trajetória profissional dos colegas. "Não gosto de julgar", afirmou. Como exemplo, citou artistas que alcançaram sucesso sem experiência no teatro, como Glória Pires, Vera Fischer e Grazi Massafera. Betti também disse que não acredita em métodos radicais de preparação para atuação. Segundo ele, os atores enfrentam cobranças excessivas e não precisam ultrapassar limites para exercer a profissão. "Eu gosto de ficar muito na defesa do ator. Todo mundo quer que o ator se mate. A gente não precisa se matar para fazer esse trabalho", comentou. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: