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Som de arrepiar: onça-pintada emite esturro poderoso em mata do Pantanal

Onça-pintada Tatá é flagrada marcando território com esturro no Pantanal Uma onça-pintada chamada Tatá chamou atenção nas redes sociais após um vídeo ...

Som de arrepiar: onça-pintada emite esturro poderoso em mata do Pantanal
Som de arrepiar: onça-pintada emite esturro poderoso em mata do Pantanal (Foto: Reprodução)

Onça-pintada Tatá é flagrada marcando território com esturro no Pantanal Uma onça-pintada chamada Tatá chamou atenção nas redes sociais após um vídeo mostrar o animal emitindo um som forte durante a noite, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. As imagens foram publicadas no domingo (25) e registradas em Miranda (MS). No registro, a onça aparece ofegante e fazendo um barulho alto e contínuo. Segundo Fagner Almeida, autor do vídeo, o som, conhecido como “esturro”, é uma forma de marcação de território e serve para avisar outras onças de que aquela área já tem dona. Trata-se de um comportamento natural da espécie, comum principalmente durante a noite. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Tatá é monitorada pelo projeto Onçafari e vive na Reserva Particular do Patrimônio Natural Caiman, referência na conservação da fauna e no turismo de observação de onças-pintadas no Pantanal sul-mato-grossense. O vídeo foi gravado por Fagner, que trabalha na Caiman como guia de campo e atua em passeios que levam turistas a observar as onças de perto, sempre seguindo protocolos de segurança e preservação ambiental. O registro chamou atenção justamente por revelar, de forma rara e impressionante, um comportamento essencial da vida selvagem no Pantanal. ‘Estou aqui’: onça-pintada usa esturro para se comunicar no Pantanal Fagner Almeida O som é impactante: grave, repetitivo e capaz de ecoar pela mata com potência e mistério. Essa vocalização característica funciona como uma verdadeira assinatura vocal, já que cada onça possui um esturro próprio, uma das principais formas de comunicação da espécie. Produzido pela laringe e amplificado por estruturas específicas do trato vocal, o esturro permite que a onça “avise que está ali” sem precisar se deslocar, conforme o biólogo Paul Raad, especialista nesses felinos. É uma estratégia eficiente para evitar conflitos, delimitar áreas e se comunicar à distância, economizando energia e reduzindo riscos. Onçafari O Onçafari é uma Organização Não Governamental (ONG) que atua basicamente em seis frentes de trabalho: Ecoturismo, Ciência, Reintrodução, Social, Educação e Florestas. O jogador da seleção brasileiro Richarlison vivenciou parte da frente de Ecoturismo da instituição. Uma das principais ações do Onçafari é habituar animais, como a onça-pintada e o lobo-guará, à presença de veículos. À medida que os animais se acostumam com a presença dos carros de safári, deixam de encará-los como uma ameaça e ficam mais à vontade, o que facilita o desenvolvimento do ecoturismo na região. Para a ONG, os encontros com os animais silvestres fazem com que as pessoas aprendam mais sobre as espécies, assim, as envolvendo no processo de conservação da fauna pantaneira. Fazer com que os animais não se sintam ameaçados pelos visitantes faz parte da prática de habituação utilizada pela ONG. "A habituação é uma técnica importada da África do Sul, utilizada há décadas no ecoturismo da região. Trata-se de uma interação neutra entre ser humano e animal, na qual a aproximação não gera nem malefícios nem benefícios", explica a instituição. "'Habituar animais' não significa domesticá-los, e sim mantê-los totalmente selvagens e livres, mas sem que se sintam ameaçados pela presença de veículos", deixam frisado na apresentação do atrativo turístico. Acerola, onça adotada por Richarlison Edu Fragoso/Reprodução Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: