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MP cumpre mandado contra investigado que movimentava valores mesmo durante prisão preventiva

Equipes do Ministério Público durante cumprimento de mandado na operação Tromper em MS MPMS O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) realiza nest...

MP cumpre mandado contra investigado que movimentava valores mesmo durante prisão preventiva
MP cumpre mandado contra investigado que movimentava valores mesmo durante prisão preventiva (Foto: Reprodução)

Equipes do Ministério Público durante cumprimento de mandado na operação Tromper em MS MPMS O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) realiza nesta quinta-feira (26), a Operação Camuflagem em Sidrolândia (MS), como desdobramento das investigações da Operação Tromper. Segundo o MP, a nova fase da investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro. O nome 'Camuflagem' faz referência à tentativa de esconder a verdadeira origem do dinheiro, usando terceiros para movimentar valores e ocultar bens. A ação é conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), com apoio da 3ª Promotoria de Justiça do município. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp De acordo com as investigações, um dos integrantes de uma organização criminosa já investigada estaria utilizando uma rede de apoio formada por pessoas físicas e empresas para esconder patrimônio e tentar driblar decisões da Justiça, como bloqueio de bens e contas. Ainda conforme o Ministério Público, o esquema incluía o uso de contas bancárias de terceiros, empresas registradas em nome de comparsas e pessoas interpostas para fazer pagamentos e movimentações financeiras em benefício do investigado e de familiares. Parte dessas movimentações teria ocorrido inclusive durante o período em que ele estava preso preventivamente. LEIA MAIS: MP mira grupo suspeito de fraudar R$ 20 milhões em licitações e faz buscas em casa de ex-vereador de Campo Grande Operação Tromper: Justiça autoriza retirada de tornozeleira de ex-vereador Claudinho Serra em MS Justiça de MS condena sete alvos da Operação Tromper por fraudes de R$ 20 milhões em licitações Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão. As ordens foram expedidas pelo Poder Judiciário após pedido do Ministério Público. A Operação Camuflagem é mais uma etapa do trabalho de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro em Sidrolândia, segundo o MPMS. Operação Tromper Quarta fase da Operação Tromper As investigações, iniciadas em 2023, revelaram a atuação de uma organização criminosa que fraudava processos licitatórios ao simular concorrência entre empresas de fachada. Para isso, os envolvidos utilizavam documentos falsificados e contratos previamente direcionados. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), o grupo firmou contratos públicos que somam mais de R$ 20 milhões. A 1ª fase da Operação Tromper foi deflagrada em maio de 2023 para investigar um esquema de corrupção em Sidrolândia (MS). A apuração revelou uma suposta rede de: Peculato (desvio de dinheiro público) Falsidade ideológica Fraude em licitações Associação criminosa Sonegação fiscal Já a 2ª fase, em julho de 2023, resultou em quatro prisões e cinco mandados de busca e apreensão. De acordo com o MPMS, foi identificado um acordo entre empresas e agentes públicos para fraudar licitações e desviar recursos públicos, com pagamento de propina em troca de informações privilegiadas da administração. O processo foi desmembrado, e os investigados que firmaram acordos de delação premiada passaram a responder em ações separadas. Sete dos 23 investigados pela Operação Tromper foram condenados à prisão e ao ressarcimento dos cofres públicos. A decisão, proferida no último dia 8 de agosto pelo juiz Bruce Henrique Bueno, da 1ª Vara Criminal de Sidrolândia (MS), é resultado de uma ação movida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). De acordo com a denúncia, os réus integravam um esquema de fraudes em licitações no município. Apesar da condenação, a decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso. Condenados e penas Confira abaixo os sete réus condenados nesta fase da operação: Ueverton da Silva Macedo (empresário, apontado como chefe do esquema): pena de 37 anos, 10 meses e 8 dias de prisão, sendo 19 anos, 5 meses e 8 dias de reclusão a serem cumpridos primeiro, e 18 anos e 5 meses de detenção em seguida, além de 140 dias-multa. Regime inicial: fechado. Ricardo José Rocamora Alves (empresário): pena de 28 anos, 3 meses e 20 dias de prisão, sendo 17 anos, 3 meses de reclusão, seguidos por 11 anos de detenção, além de 112 dias-multa. Regime inicial: fechado. Roberto da Conceição Valençuela (empresário): pena de 11 anos e 6 meses de prisão, sendo 7 anos e 6 meses de reclusão, seguidos de 4 anos de detenção, além de 41 dias-multa. Regime inicial: fechado. Odinei Romeiro de Oliveira (empresário): pena de 4 anos, 9 meses e 18 dias de detenção, além de 24 dias-multa. Regime inicial: semiaberto. Flávio Trajano Aquino dos Santos (empresário): pena de 8 anos e 4 meses de reclusão, além de 20 dias-multa. Regime inicial: fechado. Evertom Luiz de Souza Luscero (empresário): pena de 15 anos e 9 meses de prisão, sendo 13 anos e 5 meses de reclusão, seguidos de 2 anos e 4 meses de detenção, além de 45 dias-multa. Regime inicial: fechado. César Augusto dos Santos (servidor público): pena de 5 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão, além de 26 dias-multa. Regime inicial: semiaberto. Além das penas de prisão, o juiz determinou o ressarcimento de R$ 350 mil aos cofres públicos. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: