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Em três dias, MS registra seis casos graves de violência contra mulheres

Em 3 dias, ao menos 6 casos graves de violência contra a mulher, na capital e no interior Mato Grosso do Sul registrou, em três dias, desde domingo (12), seis...

Em três dias, MS registra seis casos graves de violência contra mulheres
Em três dias, MS registra seis casos graves de violência contra mulheres (Foto: Reprodução)

Em 3 dias, ao menos 6 casos graves de violência contra a mulher, na capital e no interior Mato Grosso do Sul registrou, em três dias, desde domingo (12), seis casos graves de violência contra mulheres, envolvendo companheiras e ex-companheiras, em Campo Grande e no interior. Entre as vítimas, duas foram mortas e quatro sofreram ataques, mas sobreviveram. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, neste ano, 11 casos de feminicídio estão sob investigação no estado. Já as tentativas de feminicídio somam 38. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Casos recentes Em um dos casos, na segunda-feira (14), em Campo Grande, um homem esperou a ex-esposa, de 25 anos, escondido atrás de uma árvore para atacá-la. A jovem voltava do trabalho à noite quando foi surpreendida. O suspeito a agrediu com socos e facadas. Ela conseguiu fugir e pedir ajuda. O homem foi preso em flagrante, passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (15) e teve a prisão preventiva decretada. A vítima foi levada para uma unidade de saúde. Também na noite de segunda-feira (13), uma mulher de 47 anos foi vítima de tentativa de feminicídio no bairro Jardim Columbia, na Capital. Ela escapou ao pular o muro da casa depois que o marido, o subtenente da reserva da Polícia Militar, Charles Cano da Mota, atirou duas vezes contra ela. A vítima foi levada para a Santa Casa. No mesmo dia, a arquiteta Ely da Silva Quevedo, de 53 anos, morreu após cair da própria caminhonete em movimento, na BR-163, em Campo Grande, e ser atropelada em seguida. Segundo a polícia, o marido dirigia o veículo e foi preso por feminicídio. Na madrugada de terça-feira (14), um homem foi preso no bairro Jardim São Conrado, em Campo Grande, após tentar impedir a entrada da Polícia Militar em uma casa onde uma mulher de 30 anos era agredida. No domingo (12), em Eldorado, um homem matou a ex-mulher, de 41 anos, a tiros e tirou a própria vida na frente da filha de 9 anos. Também no domingo, um homem de 34 anos foi preso em Água Clara, suspeito de tentar matar a companheira, de 38 anos. Segundo a polícia, após uma discussão, ele atropelou a vítima com um carro. Ela foi socorrida em estado grave. A psicóloga da Casa da Mulher Brasileira, Rafaelle Bonfim, explica que os casos têm um padrão de comportamento ligado à ideia de controle do agressor sobre a vítima. "No momento em que ela diz não e rompe o relacionamento, ele não consegue lidar com o fato que ele perdeu o controle e o poder sobre ela. E aí acontece uma mistura de sentimentos e emoções que muitas vezes pode levar a explosão e ao feminicídio", explica. A psicóloga afirma ainda que, na maioria dos casos, a morte não é o primeiro episódio de violência. Por isso, é importante observar sinais desde o início e buscar ajuda. "A informação pode impactar essas mulheres de que forma? De propagar essas informações, de falar sobre a importância de denunciar, de mostrar pra ela que ela não está sozinha, que existem equipamentos de proteção às mulheres em situação de violência que são realmente eficazes. Então, pra que haja esse suporte, é imprescindível que a mulher não passe por isso, que ela rompa o silêncio e denuncie." Ataque aconteceu no bairro Vila Carlota, em Campo Grande, na segunda-feira (13). Reprodução Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: