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Disputa por tráfico de drogas entre facções motivou ataque que matou PM em Corumbá

PM é executado durante perseguição em Corumbá A força-tarefa montada após o ataque que terminou com a morte do soldado Marcelo Pimenta, do Grupamento Espe...

Disputa por tráfico de drogas entre facções motivou ataque que matou PM em Corumbá
Disputa por tráfico de drogas entre facções motivou ataque que matou PM em Corumbá (Foto: Reprodução)

PM é executado durante perseguição em Corumbá A força-tarefa montada após o ataque que terminou com a morte do soldado Marcelo Pimenta, do Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico (GETAM), resultou na prisão de um suspeito, na morte de outro durante uma ação policial e na apreensão de um arsenal. Um terceiro envolvido continua foragido. Segundo a Polícia Militar, o crime teve origem em uma disputa entre integrantes de uma facção criminosa pelo controle do tráfico de drogas em Corumbá. O alvo inicial seria um homem conhecido pelo apelido de "Coelhinho", que estava em uma casa atacada a tiros antes do confronto com os policiais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O governador de Mato Grosso do Sul lamentou a morte do soldado Marcelo Pimenta da Silva e prestou solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de farda. Afirmou que todas as forças de segurança estão mobilizadas para identificar, localizar e prender os responsáveis pelo crime. Leia a íntegra ao final da matéria. Após o atentado, equipes da PM localizaram o veículo usado pelos criminosos. Durante a tentativa de abordagem, os suspeitos reagiram atirando com armas de grosso calibre, incluindo fuzis, momento em que o soldado Marcelo Pimenta foi baleado e morreu. Ainda durante a noite, foi montada uma operação com apoio do Batalhão de Choque, BOPE, Departamento de Operações de Fronteira (DOF), Grupamento Aéreo da PM, Polícia Civil, Polícia Penal, FICCO e até da Polícia Boliviana. Militar que morreu baleado durante uma perseguição policial em Corumbá, integrava o GETAM do 6º Batalhão da PM, deixa uma filha de 7 anos. Redes sociais Durante as diligências, um dos suspeitos foi preso e encaminhado ao hospital sob escolta policial. De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Renato dos Anjos Garnes, ele apresentava estilhaços no corpo, que serão periciados para verificar se têm relação com o confronto. Outro suspeito morreu após, segundo a PM, tentar tomar a arma de um policial enquanto era conduzido. Conforme o comandante, os policiais reagiram para conter a agressão. As equipes também localizaram o carro usado na fuga e uma casa onde, segundo a investigação, estavam escondidas as armas utilizadas no ataque. No imóvel foram apreendidos dois fuzis calibre 5.56, uma pistola calibre 9 milímetros e um revólver calibre .38. Uma mulher, apontada pela polícia como responsável por guardar o armamento e esposa do suspeito que morreu durante a ação, também foi presa. Apesar das prisões, um dos envolvidos continua foragido. A Polícia Militar informou que o reforço policial permanece em Corumbá e que as buscas continuam. Segundo o comandante-geral da corporação, os envolvidos têm ligação com o PCC e o confronto foi motivado por uma disputa interna pelo domínio do tráfico de drogas na região de fronteira entre Brasil e Bolívia. Em entrevista nesta quarta-feira (1º), o coronel afirmou que o ataque foi uma reação de criminosos contra a atuação policial, mas garantiu que a resposta das forças de segurança continuará até a captura de todos os envolvidos. "Um dos elementos ainda está foragido, mas todo o aparato da segurança pública permanece em Corumbá. Vamos dar a pronta resposta a essa ação contra o Estado de Mato Grosso do Sul", afirmou. Soldado deixa uma filha Polícia apreendeu armamentos de alto poder ofensivo — incluindo 02 fuzis, 02 pistolas e 01 revólver, após morte de policial 6º Batalhão de Polícia Militar O soldado Marcelo Pimenta tinha 32 anos, integrava o Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico (GETAM) do 6º Batalhão da Polícia Militar de Corumbá e deixa uma filha de 7 anos. Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Renato dos Anjos Garnes, o policial ingressou na corporação em 2024 e era considerado um profissional de destaque. "O nosso policial militar vai receber todas as honras militares que merece. Foi um ato em serviço, morreu em serviço. E a memória dele vai ser lembrada para sempre", afirmou o comandante. Governador se pronunciou após morte de policial "Recebi com profunda tristeza a notícia da morte do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta da Silva, que perdeu a vida em serviço enquanto cumpria a missão que escolheu para si: proteger a população de Mato Grosso do Sul. Marcelo honrou seu compromisso com coragem e dedicação até o último instante. Sua partida deixa um vazio irreparável para a família, os amigos e toda a nossa segurança pública. Deixa também uma filha de apenas sete anos, que cresce com o legado de um pai que entregou a própria vida em defesa da sociedade. Neste momento de dor, expresso minha solidariedade aos familiares, amigos e irmãos de farda. Saibam que vocês não estão sozinhos. Em respeito à memória do soldado Marcelo e por todos os sul-mato-grossenses, enfrentaremos o crime organizado com firmeza e determinação. Todas as forças de segurança estão mobilizadas para identificar, localizar e prender os responsáveis por esse crime. Essa é uma resposta que devemos à família de Marcelo, à Polícia Militar e à sociedade." Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: