cover
Tocando Agora:

Cesta básica sobe em Campo Grande e exige mais da renda do trabalhador; tomate é o vilão

O preço do tomate aumentou em Campo Grande. Freepik Campo Grande iniciou 2026 entre as capitais brasileiras que registraram aumento no custo da cesta básica e...

Cesta básica sobe em Campo Grande e exige mais da renda do trabalhador; tomate é o vilão
Cesta básica sobe em Campo Grande e exige mais da renda do trabalhador; tomate é o vilão (Foto: Reprodução)

O preço do tomate aumentou em Campo Grande. Freepik Campo Grande iniciou 2026 entre as capitais brasileiras que registraram aumento no custo da cesta básica em janeiro. A cidade teve o 6º maior valor entre as pesquisadas, puxado principalmente pela alta do tomate. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a cesta básica em Campo Grande custou R$ 783,41 em janeiro, alta de 0,97% em relação a dezembro de 2025. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Na comparação anual, a capital registrou o 2º maior aumento acumulado, com avanço de 2,51% entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Produtos que subiram e caíram Entre dezembro e janeiro, apenas três dos 13 itens da cesta básica ficaram mais caros: Tomate: +40,7% Manteiga: +1,42% Batata: +0,49% Os outros dez apresentaram queda nos preços médios, como: Leite integral (-8,00%) Óleo de soja (-7,97%) Arroz agulhinha (-6,50%) Feijão carioca (-5,01%) Farinha de trigo (-4,10%) Café em pó (-3,81%) Açúcar cristal (-3,37%) Banana (-2,31%) Pão francês (-0,78%) Carne bovina de primeira (-0,22%) Salário mínimo necessário O Dieese calcula que, em janeiro de 2026, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.177,57, o equivalente a 4,43 vezes o salário vigente, reajustado para R$ 1.621,00. Em dezembro de 2025, quando o piso era de R$ 1.518,00, o valor necessário foi de R$ 7.106,83 (4,68 salários mínimos). Já em janeiro de 2025, o cálculo foi de R$ 7.156,15 (4,71 salários mínimos). Tempo de trabalho e renda Em janeiro de 2026, um trabalhador que recebe salário mínimo em Campo Grande precisou dedicar 106 horas e 19 minutos de trabalho para comprar a cesta básica. Em dezembro, o tempo havia sido maior: 112 horas e 27 minutos. Com o salário líquido, após desconto de 7,5% da previdência, o trabalhador comprometeu 52,25% da renda apenas com os alimentos básicos. *Estagiária sob supervisão de Thais Libni Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: