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Casal confunde rampa de rio com estrada e some após caminhonete afundar em 4 segundos em MS

Caminhonete cai em rio de MS e mulher é encontrada morta; motorista está desaparecido A Polícia Civil considera que a entrada de uma caminhonete no Rio Ivinh...

Casal confunde rampa de rio com estrada e some após caminhonete afundar em 4 segundos em MS
Casal confunde rampa de rio com estrada e some após caminhonete afundar em 4 segundos em MS (Foto: Reprodução)

Caminhonete cai em rio de MS e mulher é encontrada morta; motorista está desaparecido A Polícia Civil considera que a entrada de uma caminhonete no Rio Ivinhema, entre Angélica e Nova Andradina (MS), foi um acidente. Segundo o delegado Gustavo Oliveira, responsável pela investigação, não há indícios de feminicídio ou suicídio. A principal hipótese é que o casal tenha entrado por engano em uma área de acesso ao rio, sem conhecer as características do local. O acidente aconteceu na noite deste domingo (1º). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp As vítimas foram identificadas como Estela Tomazetto, de 48 anos, e João Luiz dos Santos, de 56 anos. Os dois são do Paraná e trabalhavam em uma fazenda da região. O corpo de Estela foi encontrado dentro da caminhonete, enquanto João Luiz continua desaparecido. As buscas seguem em andamento nesta terça-feira (3). De acordo com o delegado, o casal não morava no condomínio fechado onde ocorreu o acidente e também não estava hospedado ou alugando algum imóvel na região. Por isso, a entrada no local teria acontecido por engano. Outro fator que pode ter contribuído para a confusão é que vários trechos das estradas próximas estavam alagados. Em alguns pontos, a água chegava à altura das rodas de veículos altos, como caminhonetes. A avaliação da polícia é que o casal pode ter confundido a rampa de acesso ao rio com mais um trecho de estrada coberto pela água. Casal confundiu rampa de acesso ao rio com estrada alagada, diz polícia Redes sociais/ Corpo de Bombeiros A investigação também apura relatos de que os dois teriam passado o dia consumindo bebidas alcoólicas. Segundo o delegado, essa circunstância, somada a outros fatores, pode ter prejudicado a percepção dos ocupantes. A análise técnica das câmeras de segurança também reforçou a hipótese de acidente, segundo a Polícia Civil. Imagens mostram tentativa de voltar De acordo com o delegado, as imagens mostram que, cerca de quatro segundos depois de a caminhonete entrar na água, o motorista aciona o freio e engata a marcha à ré. A mudança pode ser percebida pelas luzes traseiras do veículo. Para a polícia, o movimento indica que o motorista percebeu o erro e tentou voltar, mas não conseguiu evitar que a caminhonete afundasse. A análise das imagens também mostra que Estela estava sentada no banco do veículo e segurava a alça de segurança, normalmente usada pelos passageiros para se apoiar durante a passagem por obstáculos. Segundo o delegado, não há sinais de que ela estivesse sendo segurada por outra pessoa, em meio a uma discussão ou sendo forçada a permanecer no veículo. Os gritos de socorro ouvidos nas imagens teriam começado somente depois que a caminhonete entrou na água e começou a afundar. Porta abriu no fundo do rio Outro ponto analisado pela polícia foi a dificuldade de os ocupantes deixarem a caminhonete antes que ela afundasse. Segundo o delegado, a rampa estava mais alagada do que o habitual, o que dificultava enxergar o declive acentuado. Além disso, em apenas quatro segundos após a entrada na água, o rio já havia invadido a cabine e coberto a porta. Com a pressão da água, abrir as portas de um veículo submerso se torna muito difícil. A polícia também destaca que o local já atinge cerca de seis metros de profundidade nos primeiros metros depois da rampa. A perícia nas imagens não identificou nenhum momento em que os ocupantes tenham conseguido sair da caminhonete. A porta teria se aberto somente depois que o veículo já estava no fundo do rio. A suspeita é de que a pressão da água tenha provocado a abertura e lançado uma das vítimas para fora. Essa pessoa ainda não foi localizada. A força da correnteza também deslocou a caminhonete por aproximadamente 40 metros pelo fundo do rio. Polícia descarta, até o momento, morte intencional O delegado afirmou que a investigação não encontrou histórico de violência entre o casal nem outros elementos que indiquem uma morte intencional. Segundo ele, a hipótese trabalhada é de um acidente provocado por um erro de percepção sobre as condições do acesso ao rio. As equipes do Corpo de Bombeiros continuam as buscas por João Luiz. A investigação segue para esclarecer todos os detalhes do acidente. https://whatsapp.com/channel/0029Va8RRF8LdQecpkKPBc2m Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: