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Bombeiro com histórico de assédio contra adolescente é preso suspeito de estuprar atendente em Campo Grande

Felipe Batista Valeriana Domingues é bombeiro militar em MS. Reprodução O bombeiro militar Felipe Batista Valeriana Domingues foi preso preventivamente no do...

Bombeiro com histórico de assédio contra adolescente é preso suspeito de estuprar atendente em Campo Grande
Bombeiro com histórico de assédio contra adolescente é preso suspeito de estuprar atendente em Campo Grande (Foto: Reprodução)

Felipe Batista Valeriana Domingues é bombeiro militar em MS. Reprodução O bombeiro militar Felipe Batista Valeriana Domingues foi preso preventivamente no domingo (27), suspeito de estuprar uma atendente de farmácia em Campo Grande. O g1 não localizou a defesa dele. Conforme o boletim de ocorrência, a vítima relatou que no dia 15 de setembro Felipe esteve no estabelecimento em que ela trabalha. Segundo ela, os dois trocaram olhares, sem qualquer intenção além disso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Ao deixar a farmácia, Felipe teria deixado seu número de telefone com outra funcionária e pedido que o contato fosse repassado à vítima. Cerca de uma hora depois, ela enviou uma mensagem pelo WhatsApp, iniciando uma conversa. Agora no g1 De acordo com o relato, os dois passaram a se conhecer por meio de mensagens. Nesse período, Felipe teria manifestado interesse em conhecê-la melhor e insistido para que marcassem um encontro. Segundo a vítima, os dois combinaram de se encontrar no sábado (19). Antes da data marcada, ela procurou o perfil dele nas redes sociais e constatou que ele era casado. Ao questioná-lo, Felipe afirmou que não mantinha mais o relacionamento. Mesmo assim, a mulher disse que não queria mais se envolver com ele. Conforme o boletim de ocorrência, ela relatou preocupação após informar sua decisão, porque Felipe a bloqueou nas redes sociais e interrompeu o contato. Ainda segundo a ocorrência, Felipe dizia atuar como segurança privada e fazer "bico" em uma casa noturna próxima à farmácia. A vítima foi até o local e perguntou a funcionários se conheciam Felipe. Ela afirmou ter sido informada de que ele era casado, reforçando sua decisão de não manter contato com ele. Vítima relatou que o bombeiro agiu de forma insistente Apesar disso, conforme o relato da vítima, no sábado Felipe voltou a enviar mensagens de forma insistente, afirmando que a buscaria após o expediente, por volta das 22h. Quando ela deixou a farmácia, ele já estava em frente ao estabelecimento. Segundo a ocorrência, Felipe a chamou até o carro e mantinha uma das mãos na cintura, o que levou a vítima a acreditar que ele portava uma arma de fogo. Em seguida, pediu que ela entrasse no veículo, dizendo que a levaria ao destino informado por ela. A mulher relatou que, após entrar no carro, as portas foram travadas. Felipe seguiu inicialmente em direção ao endereço indicado, mas desviou o trajeto pouco antes de chegar ao local e estacionou em uma rua escura. Segundo a denúncia, ele reclinou o banco do veículo, retirou uma arma da cintura e a colocou sob o banco onde a vítima estava. Depois, segurou os braços dela e a estuprou. A vítima afirmou que não conseguiu reagir por medo das possíveis consequências. Após o ocorrido, segundo o relato, Felipe pediu que ela deixasse o veículo. O que a defesa sustenta No processo ao qual o g1 teve acesso, a defesa sustenta que o encontro foi consensual e que Felipe teria sido ameaçado posteriormente. Na audiência de custódia, a Justiça manteve a prisão do bombeiro. Após a decisão, o caso foi encaminhado ao juiz responsável por analisar o pedido de prisão preventiva. Conforme apuração do g1, Felipe também foi acusado de assédio sexual em 2022, mas acabou absolvido. O caso envolvia uma adolescente de 16 anos que trabalhava como menor aprendiz na Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), onde ele também atuava como cabo do Corpo de Bombeiros Militar. Segundo o documento, Felipe teria aproveitado horários com menor circulação de pessoas para se aproximar da adolescente, fazer perguntas consideradas constrangedoras e convidá-la para conversar fora da sala de trabalho. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: