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'Água que não acaba mais', dizem moradores que ficaram isolados após enchente em MS

Rio Taboco invadiu casa de moradores da região. Francisco Gomes As chuvas intensas dos últimos dias mudaram a rotina de quem vive em Corguinho, a 96 km de Cam...

'Água que não acaba mais', dizem moradores que ficaram isolados após enchente em MS
'Água que não acaba mais', dizem moradores que ficaram isolados após enchente em MS (Foto: Reprodução)

Rio Taboco invadiu casa de moradores da região. Francisco Gomes As chuvas intensas dos últimos dias mudaram a rotina de quem vive em Corguinho, a 96 km de Campo Grande. Em 72 horas, o município registrou mais de 240 milímetros de chuva, volume 40% acima do esperado para todo o mês de fevereiro. Somente nesta terça-feira (3), foram registrados 92 milímetros de precipitação, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp No balneário da cidade, onde o córrego Corguinho encontra o rio Aquidauana, o vigilante Gilmar Alves Gomes, morador há mais de 50 anos, se impressionou com a força da correnteza. Ele lembra da última enchente forte, em 2013. Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Assusta porque é muita água, milímetros de água que não acaba mais”, disse. O deck usado por turistas ficou coberto pela água. A faixa de areia desapareceu e até a escada de acesso foi tomada pelo rio. Famílias isoladas na zona rural Na região de Indaiá, a enxurrada levou parte da cabeceira de uma ponte, interditada pela Defesa Civil. Pelo menos 20 famílias ficaram isoladas, já que a estrutura era o único acesso. O coordenador da Defesa Civil, José Correia Salgado, explicou que a situação preocupa. “Nós somos um município produtor. O transporte de leite e alimentos depende dessas estradas vicinais. Isso prejudica o escoamento da produção e também as linhas escolares, já que as aulas começam no dia 9”, afirmou. No distrito de Taboquinho, a 45 km de Corguinho, o construtor Carlos Roberto Ferreira contou que o quintal da casa ficou alagado pelo rio que leva o nome do distrito. “Deu mais ou menos 1,5 metro de altura. Em 34 anos eu nunca tinha visto isso aqui”, relatou. Apesar do susto, Carlos vê a chuva como necessária. “Dos anos 80 pra cá os córregos foram secando. Agora precisa chover, é renovação. Ainda que enche tudo, não tem problema, porque depois a água baixa. Eu fico feliz com a chuva”, disse. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: